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0,,11370476-EX,00Renunciar a investir nas energias fósseis não será suficiente para conter o aquecimento global – alertou nesta sexta-feira, em Paris, o bilionário e filantropo norte-americano Bill Gates.
Retirar-se das indústrias com alta pegada de carbono deve vir acompanhado de investimentos significativos em tecnologias alternativas para ser eficaz, disse o fundador da Microsoft.

 
Sua fundação, a Fundação Bill e Melinda Gates, está sob o fogo dos críticos por supostamente investir 1,4 bilhões dólares em empresas que emitem gases de efeito estufa, tais como a BP.

 
De acordo com a edição desta sexta-feira do jornal britânico Financial Times, Bill Gates anunciou que iria investir dois bilhões de dólares em energia verde, mas disse que não iria retirar o dinheiro que investiu em empresas que emitem gás com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

 
“Eu acho que a solução é o investimento”, afirmou Gates nesta sexta-feira, à margem do show de abertura do Solidays, um festival de música organizado pela associação Solidarité Sida, apoiada por ele.

 
“Eu gosto do fato de que estudantes e as pessoas em geral estejam interessadas na mudança climática”, mas “não quero fazê-los acreditar que se eles conseguem (das empresas) que parem de investir (nas indústrias fósseis), terão conseguido solucionar o problema da mudança climática”, apontou Gates, a cinco meses da Conferência Mundial de Paris sobre o clima.

 
Bill Gates, que considera a mudança climática uma grande ameaça para o planeta, disse que não é “realmente contra a retirada dos investimentos”, mas que isso deve ser acompanhado de “sérios investimentos em tecnologias inovadoras”.

 
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), existe uma necessidade urgente de se distanciar maciçamente dos combustíveis fósseis, especialmente do carvão, e investir pesadamente em eficiência energética para dissociar o crescimento e as emissões de efeito estufa.

 
Empresas, bancos e fundos de investimento anunciaram recentemente sua intenção de se retirar do carvão e outras indústrias prejudiciais ao clima.

 
O parlamento norueguês votou no início de junho a saída do carbono dos fundos soberanos da Noruega, o maior do mundo, e a empresa francesa Total anunciou que estava encerrando as atividades que ainda possui com carbono.
FONTE: AFP

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Marcos de Paula Júnior é biólogo formado pela Universidade de Itaúna/2007, especialista em Microbiologia pela PUC-Minas/2011. Lecionou no estado do Pará na escola técnica SOTER 2007 à 2009 onde também morou com Índios da etnia Kyikatejê, desenvolvendo trabalhos de pesquisa em etno-ciência e educacão de 2007 a 2009. Professor na escola técnica Cecon – Itaúna/MG desde 2010, e sócio e consultor ambiental na empresa Ética consultoria.