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logo-cop-21-carr-Uma coalizão de 121 países situados nas regiões mais ensolaradas do mundo lançaram nesta segunda-feira (30) em Paris durante a COP-21 uma “aliança internacional da energia solar (ISA)”, por iniciativa do primeiro ministro indiano Narendra Modi.

 
“Nós queremos levar a energia solar para nossas vidas, nossas casas, tornando-a mais barata, mais confiável e mais fácil para ser conectada à rede”, declarou Modi, na presença do presidente francês François Hollande e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

 
A aliança agrupa 121 países situadas entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, e alguns dentre eles beneficiam de mais de 300 dias de forte incidência solar por ano.

 
Na declaração de apoio à iniciativa indiana, os países signatários afirmam querer “realizar esforços conjuntos e inovadores com o objetivo de reduzir os custos de financiamento e tecnologia para uma utilização imediata de ativos solares competitivos”.

 

 
“Nós não podemos mais aceitar este paradoxo que é os países de forte potencial em energia solar representarem apenas uma pequena parcela da produção de energia solar”, declarou o presidente francês.

 
O objetivo da ISA é garantir uma transferência de tecnologias e facilitar os financiamentos para desenvolver em todos os países de forte potencial solar, capacidades de produção de eletricidade.

 
A Índia quer ser o exemplo, com um objetivo de 100 gigawatts de capacidades solares em 2022, contra 4 hoje em dia.
O país vai receber o secretariado geral da ISA para um período de cinco anos, até 2021.

 
184 países apresentaram programas para limitar as emissões de CO2
Um total de 184 países apresentaram programas nacionais para limitar as emissões de gases que causam o efeito estufa, afirmou nesta segunda-feira (30) o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, após assumir a presidência da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21).

 
Eles juntos representam “mais de 95%” das emissões causadoras do aquecimento climático, afirmou Fabius na abertura da Cúpula do Clima, ao considerar “encorajador que quase todos os países do mundo” se se tenham comprometido dessa maneira.

 

 
No entanto, especificou que “isso não bastará” para cumprir o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a dois graus até o final do século, e por isso considerou que o acordo em Paris deverá incluir “a necessidade de revisões periódicas” desses compromissos.

 

 
“É verdade que nem tudo se resolverá em Paris, mas sem Paris não se conseguirá nada”, advertiu às 196 delegações participantes (195 países mais a União Europeia) da conferência, que acontece até dia 11.

 

 
O presidente da COP21, que insistiu que não se deve “perder tempo em questões de procedimento”, ressaltou que a meta é “um acordo universal e ambicioso que terá que ser diferenciado, justo, sustentável, equilibrado e juridicamente vinculativo”.

 

 
“Ou fracassamos, e será a desolação, ou alcançamos um acordo ambicioso e se abre para nós um bom futuro”, sentenciou Fabius, que recebeu a direção das negociações do ministro de Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal, que exercia até então esse cargo.

 

 
FONTE: AFP e EFE

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Marcos de Paula Júnior é biólogo formado pela Universidade de Itaúna/2007, especialista em Microbiologia pela PUC-Minas/2011. Lecionou no estado do Pará na escola técnica SOTER 2007 à 2009 onde também morou com Índios da etnia Kyikatejê, desenvolvendo trabalhos de pesquisa em etno-ciência e educacão de 2007 a 2009. Professor na escola técnica Cecon – Itaúna/MG desde 2010, e sócio e consultor ambiental na empresa Ética consultoria.