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valadares300x225O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) afirmou nesta segunda-feira (26) que poderá se lançar como candidato à presidência do Senado, decisão que será tomada pela bancada do partido durante reunião na terça-feira (27).

 

 
A escolha dos membros da Mesa Diretora do Senado ocorrerá em 1º de fevereiro, data em que senadores e deputados eleitos tomarão posse. Até o momento, a seis dias da eleição, nenhuma candidatura foi oficializada na Casa.

 

 

Nos bastidores, Renan Calheiros (PMDB-AL) é o nome do PMDB para disputar a reeleição. Pela regra, o partido com maior numero de senadores, caso do PMDB, tem a preferência na escolha do presidente. Mas parlamentares independentes e partidos de oposição poderão apoiar uma candidatura alternativa.

 

 

“Fala-se nos corredores que Renan teria o desejo de voltar, mas nunca se pronunciou a respeito. Acho isso estranho, faltando menos de uma semana para as eleições, até essa altura não tenhamos um candidato. Se eu for convocado, eu aceitarei”.

 

Durante este mês, a oposição vinha articulando um nome da própria base aliada para a disputa, como os peemedebistas Luiz Henrique (PMDB-SC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES), mas nenhuma negociação foi concretizada até o momento.

 

Caso outro senador do PMDB, que não seja Renan, lance candidatura, o PSB poderá retirar o nome de Valadares, afirmou João Capiberibe (PSB-AP), futuro líder da bancada.

 

“O desejo de todos é que o nome seja do PMDB, respeitando as regras atuais, mas que fosse alternativo ao de Renan. Se o PMDB decidir por outro nome, que não seja Renan, aí então vamos sentar para conversar”, disse Capiberibe.

 

O senador amapaense lembrou que há vinte anos o mesmo segmento do PMDB vem conduzindo o Senado e que, atualmente, há um “desejo de mudança” por grande parte da Casa.

 
O nome de Valadares, disse, representa a possibilidade de “maior democratização”. Capiberibe disse ainda que vai procurar lideres da oposição nesta segunda-feira (26) para discutir a eventual candidatura do PSB.

 

Valadares afirmou que o futuro presidente do Senado deve ter “autonomia e credibilidade”. “O Legislativo está muito fragilizado, desacreditado. Há um ambiente de descrédito generalizado”, disse.

 

Caso seja eleito para o cargo mais alto do Congresso Nacional, o senador disse que dará prioridade à aprovação de reformas política e tributária.

 

“Hoje em dia as grandes reformas não são tomadas por falta de iniciativa política˜, afirmou. “Não se trata de nada contra o PMDB, nos damos bem com todos os partidos. Agora, achamos estranho que até essa altura não temos nenhum candidato”, completou.

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