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img201505261759506479052A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (26), durante a votação da proposta de reforma política, emenda que instituía a lista fechada nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. Pela proposta derrubada pela maioria do plenário- 402 votos pela rejeição e 21 pela aprovação- o partido faria uma lista de candidatos e o eleitor votaria somente legenda.

 

Cada sigla obteria um número de vagas no Legislativo proporcional aos votos obtidos, que seriam preenchidas em ordem pelos candidatos da lista.
Atualmente, para deputado e vereador, o sistema é o proporcional com lista aberta. É possível votar tanto no candidato quanto na legenda, e um quociente eleitoral é formado, definindo quais partidos ou coligações têm direito de ocupar as vagas em disputa. Com base nessa conta, o mais bem colocado de cada partido entra.

 
O modelo de votação para deputado e vereador é um dos pontos da proposta de emenda à Constituição que altera o sistema eleitoral e político do país. Ao longo da sessão desta terça, os parlamentares analisarão outras emendas que sugerem alteração no sistema eleitoral, entre as quais o chamado “distritão”, em que são eleitos os candidatos mais votados em cada estado ou município, sem levar em conta os votos para o partido ou a coligação.

 
Esse modelo é uma das principais bandeiras do PMDB e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas enfrenta forte oposição do PT, que fechou questão contra a proposta do “distritão”. Pelo estatuto do PT, o fechamento de questão obriga todos os 64 deputados da bancada respeitem a decisão da liderança e votem a favor da medida. Teoricamente, quem não cumpriu ficará sujeito a punições.

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