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dilmatvfrancesa620A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao canal francês TV France 24 que é “impossível” que se aponte ligação entre ela e o escândalo de corrupção que atuava na Petrobras, revelado pela Operação Lava Jato. A entrevista, concedida na última sexta-feira (5), foi ao ar nesta segunda (8).
A Lava Jato investiga suspeitas de pagamento de propina a funcionários da estatal, políticos e partidos em troca de contratos com a petroleira. Delatores revelaram à Justiça Federal do Paraná que um grupo de construtoras montou um cartel para superfaturar obras da Petrobras. A operação policial culminou na prisão de executivos da estatal e de grandes empreiteiras do país.

 

Dilma deu a declaração depois de o jornalista francês que a entrevistava questionar se a estaria apta a assumir as consequências, caso as investigações apontem que ela sabia do esquema na estatal.

 

 

Em resposta, a presidente afirmou que “lutará até o fim” para mostrar que não fez parte dos crimes cometidos na petroleira (veja no vídeo da entrevista, a partir de 20min20seg).

 

 

“Eu não estou ligada [ao escândalo]. Eu não respondo a esta questão porque eu não estou ligada. Eu sei que não estou nisso. É impossível. Eu lutarei até o fim para demonstrar que eu não estou ligada. Eu sei o que eu faço. E eu tenho uma história por trás de mim. Neste sentido, eu nunca tive uma única acusação contra mim por qualquer malfeito. Então, não é uma questão de ‘se’. Eu não estou ligada”, disse a presidente.
A declaração de Dilma ao canal francês faz parte de uma série de entrevistas que ela concedeu na semana passada a veículos de imprensa europeus. Nesta terça (9), a petista embarcará para Bruxelas (Bélgica), onde participará nos dias 10 e 11 da Cúpula União Europeia – Celac, que reunirá líderes de países europeus e do continente americano. A presidente também falou à TV Deutsch Welle (Alemanha) e Le Soir Belgique (Bélgica).

 

 

Na entrevista à TV France 24, Dilma afirmou também que, na sua opinião, o esquema de corrupção que agia na estatal do petróleo não pode ser chamado de “escândalo da Petrobras” porque “cinco funcionários” se envolveram nas irregularidades. A presidente disse também que o escândalo diz respeito a funcionários que se articularam com algumas diretorias e com alguns partidos para “obter benefícios”.
Desde o início do ano, Dilma tem saído em defesa da Petrobras em eventos públicos. Ela, por exemplo, afirmou que a companhia “merece” o fim da corrupção. Na posse do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a presidente da República também comentou o assunto e ressaltou que a “luta” para recuperar a estatal é dela e do atual governo.
“E é muito importante entender que a Petrobras tem mais de 30 mil empregados e tem cinco envolvidos. O escândalo da Petrobras não é escândalo da Petrobras, é escândalo de um determinado funcionário que era diretor na Petrobras”, disse a presidente na entrevista à emissora de televisão francesa.
Ajuste fiscal
Em meio à entrevista à TV France 24, Dilma defendeu ainda as medidas de ajuste fiscal que o governo propôs para reduzir gastos e reequilibrar as contas da União.

 

 

Segundo a presidente, o ajuste “não paralisa” o governo nem impede investimentos federais na área de infraestrutura.
O Executivo federal anunciará nesta terça (9) o novo pacote de concessões em áreas como portos, aeroportos e rodovias.
“Quando mudanças são necessárias, temos que ter coragem de fazê-las. É o que estamos fazendo. Estamos fazendo ajustes para voltar a crescer rápido”, destacou a presidente da República à TV francesa.

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