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feDeparei-me com mais uma tirada do Papa Chico. O cara é formidável. E este discurso está sendo mostrado numa espécie de ‘campanha’ num canal de TV, parece-me que do Pe. Manzotti. Bem feito o vídeo. Ele começa dizendo que ‘a maior parte dos habitantes do planeta se declara crente e isso deveria provocar um diálogo entre as religiões’. Pastores e Padres devem estar arrepiados com esta declaração, a maioria é exclusivista… E continua dizendo que cada um pensa à sua maneira e que a única certeza que temos para todos é que ‘todos somos filhos de Deus’ (contrariando a Bíblia, inclusive, em João 1:11-13 – “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (Jesus); Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”). E o vídeo mostra o congraçamento dele com vários líderes religiosos do mundo inteiro, com abraços e solidariedade mútua. As lideranças religiosas de maneira geral tem mania de demonizar seus ‘adversários’. Sentem-se os únicos donos da verdade… Tentam tornar vulneráveis seus adeptos, semeando o medo – é a maneira que têm de torná-los facilmente manipuláveis (vacas de presépio). É muito fácil culpar os outros das nossas falcatruas, fracassos e incompetência, principalmente os demônios e capetas da vida, e até a Deus, espalhando o nosso medo e tirando ‘o nosso da reta’… Esquecemos que nossa vida é feita de ‘escolhas’. A Igreja cristã desde a Idade Média é grande culpada pelos ‘medos expiatórios’ que ainda persistem até hoje. Incrivelmente. Grande fornecedora de “demônios”, encapetamentos, deus milagroso, deus punitivo… Como escreveu Paulo Brabo: “Basta que se troquem os rótulos – saem turcos, judeus, heréticos e feiticeiras e entram comunistas, homossexuais, feministas e muçulmanos – para que se veja que a igreja permanece elegendo “ameaças essenciais” de modo a beneficiar-se do pavor que a sociedade tem de perder os privilégios da familiaridade”. Ao final do vídeo do Papa há uma declaração de cada líder religioso dizendo: “Creio no amor”. Isto foi maravilhoso. A Bíblia cristã diz que “Deus é amor” (1João 4:16 – “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”). Entendo que a mensagem é dizer que o importante é o AMOR. E o Papa finaliza: “que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça”. Gostei. Este é o cara. Sinto que não é a favor do “clubismo”… Fui.

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