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O grupo italiano Atlantia, responsável pela ponte que desabou em Gênova, na Itália, matando 38 pessoas, também administra trechos de 16 rodovias brasileiras. Uma delas é a MG-050, que liga Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, até São Sebastião do Paraíso, na divisa do Estado com São Paulo.

 

 

A estrada foi cedida à concessão para a AB Nascentes das Gerais, que pertence à AB Concessões, que tem como controladora a Atlantia. A rodovia tem 344 km e foi privatizada em 2007. Além dela, a AB Nascentes também responde pelas BRs 265 (do km 637+200 ao km 659+500) e 491 (do km 0 ao km 4+700), ambas em São Paulo.

 

 

Além das três rodovias, a AB Concessões também é responsável pelas concessionárias paulistas AB Triângulo do Sol (SPs 310, 326 e 333), AB Colinas (SPs 075, 127, 280, 300 e 102/300) e Rodovias do Tietê (SPs 101, 113, 308, 300, 209 e 162/308). No Brasil, o grupo Atlantia administra mais de 1,5 mil quilômetros de rodovias.

 

 

Investimento em Minas

 

A AB Nascentes das Gerais informou que nos últimos nove anos investiu R$ 835 milhões em Minas. Ela foi a primeira empresa do Brasil a assinar um contrato de concessão no regime de Parceria Público-Privada (PPP). No total, o trecho sob responsabilidade da AB Nascentes das Gerais é de 371,4 km.

 

 

“A via (MG-050) corta 22 municípios diretamente, mas influencia 50 cidades, cuja população é de 1,3 milhão de habitantes ou 7,4% da população mineira. Estima-se que 7,7% do PIB mineiro esteja concentrado na área de influência do Sistema MG-050”, destaca a empresa em seu site oficial.

 

 

Procurada, a Nascentes das Gerais não se manifestou sobre o acidente ocorrido na Itália

 

Tragédia

A ponte caiu em Gênova na última terça-feira (14). Além dos mortos, a tragédia deixou 16 feridos, sendo nove em estado grave. O governo italiano já demostrou interesse em revogar o contrato de concessão à empresa Autostrade, também controlada pelo grupo Atlantia.

O grupo Atlantia, controlado pela família Benetton, respondeu que o anúncio do governo foi feito “na ausência de qualquer objeção específica e de qualquer certeza sobre as causas efetivas” do desabamento. Após o acidente, a ação na Bolsa de Milão caiu quase 25%.

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