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NJHGJHGA extinção em massa de borboletas sensíveis à seca pode acontecer no Reino Unido em 2050 se não houver cortes substanciais na emissão de CO² e um gerenciamento ambiental para reduzir o habitat fragmentado, ou seja, com menos áreas próximas propícias para o desenvolvimento da espécie. A previsão é de um estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista “Nature Climate Change”.

 
Os pesquisadores usaram como referência a seca de 1995, que foi a pior em 200 anos no Reino Unido. “Aquela seca fez com que várias populações de borboletas fossem drasticamente reduzidas, principalmente as seis identificadas neste estudo”, explica o coordenador da pesquisa, Tom Oliver, do Centro para Ecologia e Hidrologia.

 
Segundo ele, em todos cenários de emissão de CO² estudados, há projeção de retorno das secas severas como a de 1995 ou até piores e com maior frequência. Os pesquisadores consideraram dezessete cenários climáticos para suas previsões.

 
Caso haja redução da emissão dos gases e readequação do habitat, as borboletas provavelmente sobreviveriam até 2100.
“No futuro, será crucial o que vai acontecer depois da seca. Se outra ocorrer rapidamente, então as espécies podem não ter tempo de se recuperar e o tamanho das populações pode decair gradualmente até a extinção naquela área.”

 
Na seca de 1995, notou-se que o impacto foi maior e a recuperação mais lenta nas áreas do país onde o habitat era fragmentado. O tempo de recuperação variou entre espécies – algumas se recuperaram em um a dois anos e outras levaram muitos anos.
A pesquisa combinou dados de 129 lugares para 28 espécies monitoradas por centros de estudo do Reino Unido. A partir de 2100, a previsão é que as secas severas ocorram com frequência de um a sete anos, dependendo do nível de emissões de CO².

 
Importância das borboletas

 
“Além de agirem como polinizadoras de plantas selvagens, as borboletas são parte de nosso patrimônio natural. As pessoas gostam de vê-las no ambiente e elas são um valor cultural importante”, diz Oliver.

 
O mais alarmante, porém, é que as borboletas são indicadores de impactos potenciais sobre outras espécies, como libélulas, abelhas, pássaros, mariposas e besouros – cujos dados de monitoramento de longo prazo não estão disponíveis.

 
“Se uma proporção similar dessas outras espécies também for sensível à seca, então isso poderia significar um colapso generalizado de populações de espécies sensíveis à seca em muitos grupos de espécies.” Isso afetaria diretamente a agricultura, pois muitas dessas espécies realizam funções essenciais para os seres humanos, como polinizar lavouras, comer pragas e outros transmissores de doenças e decompor lixo.

 
“Por isso pensamos que é realmente preocupante o potencial de impacto das mudanças climáticas sobre as espécies e sobre as funções delas”, alerta o pesquisador.

 
A restauração do habitat proposta pelos cientistas envolve aumentar a disponibilidade de recursos para as espécies. No caso das borboletas, estão inclusas plantas com néctar para os indivíduos adultos e plantas para abrigar as lagartas, assim como locais de abrigo e para encontrar parceiros.

 
“Em muitos casos, isso significa mais terras para a conservação e menos para a produção de comida”, diz. “No entanto, descobrimos que a fragmentação do ambiente teve um efeito maior sobre a persistência das borboletas do que a área em si. Assim, é uma oportunidade para uma restauração pontual e eficiente em termos de custo”, diz Oliver.

 
Para outros países, os impactos das mudanças climáticas devem variar de acordo com as projeções de mudança de temperatura e de chuvas e o grau de perda e degradação de habitat.

 
“Acreditamos que os resultados sejam aplicáveis a áreas do norte da Europa e da América do Norte que tenham uso intensivo da terra e projeções de aquecimento climático similares ao do Reino Unido”, diz Oliver. “Especialmente nos países mais quentes e secos, os impactos da seca devem ser muito mais severos.”

 

 
FONTE: uol.com.br

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Marcos de Paula Júnior é biólogo formado pela Universidade de Itaúna/2007, especialista em Microbiologia pela PUC-Minas/2011. Lecionou no estado do Pará na escola técnica SOTER 2007 à 2009 onde também morou com Índios da etnia Kyikatejê, desenvolvendo trabalhos de pesquisa em etno-ciência e educacão de 2007 a 2009. Professor na escola técnica Cecon – Itaúna/MG desde 2010, e sócio e consultor ambiental na empresa Ética consultoria.